Vocês não vão acreditar no que vou dizer! Não vão!
Imaginem vocês que a minha vida voltou a ser aquela. É, aquela de antes.
Não sou mais um homem casado.
O capítulo "Casado e bem" chegou ao fim. Na verdade, este capítulo foi uma deslavada mentira que morreu de nove meses. (verdade...mentira...balance rapidamente o polegar e o indicador).
Pois é, minha gente. Agora, é deixar o sol queimar a marca da aliança. Com o tempo, a marca desaparece. Essa e outras, é o que estão me dizendo.
Duro é acreditar. Porque o peito, ameaçador, voltou a disparar chantagens das mais assombrosas. A angústia desembarcou neste aeroporto caótico que é a minha existência. E, ao que parece, a conexão vai atrasar.
E enquanto a angústia não vai embora, fica instalada em minha cachola a tristeza cujo tamanho eu não tenho talento para descrever. Devastadoras são as sensações de impotência diante da dor consolidada.
Voltou a vontade de dormir 23 horas por dia. Está estabelecido aquele momento em que a crise parece ter chegado pra ficar. Haja lágrimas e desamparo.
Não, não dá pra pensar nos benefícios da liberdade. Passeios, noitadas, farra, descompromisso. Já havia perdido a sede por isso tudo, acreditem.
Por enquanto, amigos, vocês terão que esperar. Terão que me ouvir. Me aguentar.
Que as doses de Pondera se encarreguem do resto. E que não demorem a fazer efeito.
Será preciso refazer o penteado, juntar os cacos e trocá-los por um sorriso qualquer.
Mas eu ainda não o encontrei.
Tentativa: "Você precisa fazer aquilo que pensa que não é capaz de fazer" - Eleanor Roosevelt
Publicado em 04 de junho de 2008 às 14:06 por mrocha