Não gostei da sua tristeza atual. Ela nasceu de dificuldades recentes e pontuais. Detestei perceber que você não está acreditando que vai superá-las. Mas vai.
Assim como o céu de Curitiba, agora está tudo meio nublado. Mas daqui a pouco, é só esperar, tudo ficará claro. Eu sei disso. Paciência!!
Complicado mesmo ficar sozinho, se enxergar no meio do desamparo. Mas vai passar!!
Daqui de Londrina, todos os dias penso em você. Fico tentando encontrar maneiras de devolver a alegria nesse rosto cada vez mais parecido com o da mamãe.
Se pudesse, me duplicaria. Compraria uma passagem praí e lhe faria companhia. O clone ficaria por aqui, dando conta desta minha vida cada vez mais desinteressante, sem amores e paixões.
Não posso fazer isso. Não sou cientista, nem ilusionista, não faço mágica.
Se fizesse, elaboraria truques bem mais sofisticados e providenciais.
Transformaria, por exemplo, a sua rotina em felicidade integral. Faria surgir um caminhão repleto de sorrisos, de boas piadas, de companheiros de verdade, de soluções para eternos problemas. E mandaria entregar no seu endereço.
Falando em endereço, certamente você vai ter um novo em breve. Claro que vai. Se existe algo que você sempre consegue é se manter no lugar.
Recupere a firmeza. Encare a dor. E lembre-se que existe uma alegria que vai nascer daqui a alguns meses...pra nunca mais te abandonar.
E isso é ótimo, não é?
Te amo!!
Publicado em 19 de abril de 2005 às 01:52 por mrocha
Silvia, por coincidência (?), pensei em vc no começo da semana, no seu sumiço. Gosto de vc, viu?