Tão prazeroso quanto o mar de Copacabana
Quanto saber que o Tanga estará lá
Quanto o sorriso de minha avó
Tão prazeroso quanto o feijão de minha mãe
Quanto uma tentativa bem sucedida
Quanto chegar rápido ao lugar distante
Tão prazeroso quanto saber sintaxe
Quanto o absurdo
Quanto o não se transformando em sim
Tão prazeroso quanto o singular
Quanto o já é!
Quanto o fingimento por uma boa causa
Tão prazeroso quanto novas possibildades
Quanto querer o besteirol
Quanto fingir maluquice
Tão prazeroso quanto o que vem por aí
Quanto a alma de quem escreve bem
Quanto os incríveis contos de amor
Tão prazeroso quanto cordões umbilicais
Quanto a sujeira recolhida
Quanto os índices positivos
Tão prazeroso quanto o olhar de Flávia, a Renata
Quanto a serenata do despeito possível
Quanto a novidade
Tão prazeroso quanto a ferida que se fecha
Quanto a delicadeza de Felina
Quanto a burrice servindo pra algo
Tão prazeroso quanto um refresco a 33 graus
Quanto o trocadilho franciscável
Quanto a lucidez que ninguém pediu
Tão prazeroso quanto o desconhecido se transformando em Tramontina
Prazeroso quanto ter um blog e escrever cretinices que parecem sérias.
.....xxxxx.....
Ainda, Los Hermanos
A canção de que mais gosto no CD. Aliás, ouvirei-a novamente!!!
Eu encontrei
quando não quis
mais procurar
o meu amor
E quanto levou
foi pr'eu merecer
antes um mês
e eu já não sei...
E até quem me vê
lendo o jornal
na fila do pão
sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá
que é tarde demais
que é tão diferente assim
Do nosso amor
a gente é que sabe
Me diz o que é o sufoco
que eu te mostro alguém
a fim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia
eu levo essa casa numa sacola!
(...)
(In ÚItimo Romance Rodrigo Amarante/Los Hermanos)
Publicado em 25 de fevereiro de 2005 às 04:30 por mrocha
Ótimo!