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Archive for February of 2005

Vou tentar

February 27, 2005
Hoje senti falta de alguém pra me acompanhar
Tô precisando dos amigos de Cascavel
Vou tentar um fim de semana lá!!


Olha eles aí outra vez


“Mesmo quando ele consegue o que ele quis
quando tem já não quer
acha alguma coisa nova na TV
o que não pode ter
deixa de gostar
larga a mão do que ele já tem
passa então a amar
tudo aquilo que não ganhou!”

Perguntas

February 26, 2005
Por que ninguém acredita em mim?

Será que você vai fugir?

Quanto vale o show, Lombardi?

E você com ela, diz pa mim?

E será tão dolorido?

Já achou lugar?

Resposta tem pergunta?




Curitiba , não vai dar...

February 25, 2005
Ontem, no fim da QSL, combinei com Leijoto e Frazão uma excursão para Curitiba. Seria no fim da próxima semana.

Mas uma análise fria de meus extratos bancários, solicitados também friamente hoje ao caixa eletrônico do Banco do Brasil, não me dá outra alternativa senão a de adiar a empreitada.

Meninos, me desculpem: Curitiba terá que esperar.

Sem dinheiro não dá pra viajar. Tem pedágio, tem combustível, tem os botecos todos.

E as contas, sempre elas, precisam ser pagas. Aqui em Londrina!!!


Se aventurar...

February 25, 2005
Tão prazeroso quanto o mar de Copacabana
Quanto saber que o Tanga estará lá
Quanto o sorriso de minha avó

Tão prazeroso quanto o feijão de minha mãe
Quanto uma tentativa bem sucedida
Quanto chegar rápido ao lugar distante

Tão prazeroso quanto saber sintaxe
Quanto o absurdo
Quanto o não se transformando em sim

Tão prazeroso quanto o singular
Quanto o já é!
Quanto o fingimento por uma boa causa

Tão prazeroso quanto novas possibildades
Quanto querer o besteirol
Quanto fingir maluquice

Tão prazeroso quanto o que vem por aí
Quanto a alma de quem escreve bem
Quanto os incríveis contos de amor

Tão prazeroso quanto cordões umbilicais
Quanto a sujeira recolhida
Quanto os índices positivos

Tão prazeroso quanto o olhar de Flávia, a Renata
Quanto a serenata do despeito possível
Quanto a novidade

Tão prazeroso quanto a ferida que se fecha
Quanto a delicadeza de Felina
Quanto a burrice servindo pra algo

Tão prazeroso quanto um refresco a 33 graus
Quanto o trocadilho franciscável
Quanto a lucidez que ninguém pediu

Tão prazeroso quanto o desconhecido se transformando em Tramontina

Prazeroso quanto ter um blog e escrever cretinices que parecem sérias.

.....xxxxx.....
Ainda, Los Hermanos
A canção de que mais gosto no CD. Aliás, ouvirei-a novamente!!!


Eu encontrei
quando não quis
mais procurar
o meu amor

E quanto levou
foi pr'eu merecer
antes um mês
e eu já não sei...

E até quem me vê
lendo o jornal
na fila do pão
sabe que eu te encontrei

E ninguém dirá
que é tarde demais
que é tão diferente assim
Do nosso amor
a gente é que sabe

Me diz o que é o sufoco
que eu te mostro alguém
a fim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia
eu levo essa casa numa sacola!
(...)

(In ÚItimo Romance Rodrigo Amarante/Los Hermanos)


Mais sobre eles, Los Hermanos!!!

February 22, 2005
E vamos pruma das construções mais lindas que os Hermanos já proporcionaram!!


Não, eu não sambo mais em vão
O meu samba tem cordão
O meu bloco tem sem ter e ainda assim
Sambo bem a dois por mim
Bambo e só, mas sambo sim
Sambo por gostar de alguém gostar de

Me lavra a alma, me leva embora
Deixa haver samba no peito de quem chora

Quem se atreve a me dizer
do que é feito o samba?


Camelo, o Marcelo.....xxxxx.....

Moura, o Lucio Flávio
Compra logo o Bloco, vai...compra logo

Sobre garçons, taxistas, sorrisos e saudades

February 18, 2005
“Eu fui a Lapa e perdi a viagem. Aquela tal malandragem não existe mais”. A frase do Chico é corretíssima.

Mas na Lapa existe o Asa Branca, onde a malandragem que ficou cai no forró que se transforma em baile funk às 3 da manhã. E os Arcos da Lapa estão lá, observando tudo o que acontece e o que não acontece.

O Rio de Janeiro é a colônia de férias do mundo. E na viagem que terminou ontem, descobri que é possível ser feliz por completo. Pelo menos por uns dias. Desde que você escolha bem a cidade e os companheiros.

O Rio é a prova de que a beleza de um lugar faz bem para a alma. “Tô falando de alma, mala!”, diria um dos personagens criados por Julio Tanga.

Estou emocionado com o que vi e conheci. E a cada instante, sentia vontade de ligar para os amigos que não foram. Contar onde estava, fazer inveja.

Fazer inveja por ter tomado chopp no Bar Luis, atrás da Praça Tiradentes.

Lá, em 1942, Ari Barroso subiu na mesa para conter uma revolta de estudantes equivocados. E o chopp no Bar Luis é servido por Oliveira, um dos mais dignos representantes da docilidade nacional. Oliveira poderia muito bem ser tratado de Oliveira, Doutor em classe, estilo e educação.

E falando em chopp, que tal tomar onze deles no Bar Getúlio, em frente ao Palácio do Catete? E lá, conhecer o Batista, outro garçom guerreiro. E também bater um papo rápido com Severino, o pernambucando poliglota.

Conhecer o Rio é, no dia seguinte à bebedeira, visitar o Museu da República, as coisas de Vargas. Fotos, anotações, discursos, móveis. E por fim, se arrepiar dentro do quarto fatal, de onde um estampido de tiro estremeceu a história recente.

Estou falando de uma cidade onde, sem querer, a gente estaciona o carro na Rua Nascimento Silva, perto do número 107. Onde se cruza a Rua Tonelero também sem querer. De uma cidade onde dirigir é um desafio segundo a segundo.

Não vou falar da beleza das paisagens vistas do Pão de Açucar, das praias de Ipanema, Copacabana, da Barra da Tijuca, do Flamengo, da Lagoa, do Leblon. Não vou dizer nada. Tentar descrever tanta inspiração de Deus seria muita pretensão pra tão pouco talento literário.

E também não vou falar da violência. Nem dos morros, do tráfico de drogas, do sofrimento de um povo que aprendeu a se virar em meio a tanta dificuldade.

Passamos dentro dos túneis que vivem fechados pelos traficantes. Passamos sim! Cruzamos um mundo chamado Rocinha, a caminho da Barra. Violenta, impressionante, poética, me causou espanto. Mas tive mais medo da Rocinha aqui, em frente à TV, do que lá, na cara do gol.

Meu medo ficou pra trás. Mais precisamente duas noites antes, naquele chopp de frente pro mar em Copacabana, perto do hotel mais charmoso do país. Aliás, alguém arriscaria dizer qual o valor da diária do Copacabana Palace? “Sete mil reais”, diria um outro personagem que nasceu na viagem.

Foram quatro dias desses que revelam novas perspectivas. Eu, o Tanga, o Lúcio, o Grota e aquelas outras pessoas que foram com a gente (vocês não sentiram a falta delas aqui?) nos divertimos demais. É preciso planejar a volta.

E quando surgirem comentários sobre os pontos negativos do Rio de Janeiro que eu passei a amar, eu vou ouvir tranquilo. Mas não direi nada.

Vou só lembrar. Da viagem, dos sorrisos, dos garçons, do sotaque, da gentileza, da brasilidade, desse país fodido, apesar de tudo!


Prefiro assim.

.....xxxxx.....

Rodrigues, o Nelson:
O carioca é um ser encantado. No Rio, dois sujeitos que nunca se viram tornam-se como que súbitos amigos de infância e caem nos braços um do outro, aos soluços. É a única cidade em que pode nascer, entre dois desconhecidos, uma intimidade fulminante.

(in Flor de Obsessão org Ruy Castro)









Bora aí...

February 13, 2005
Tamo indo...tamo indo...tamo indo pra Cidade Maravilhosa.

Daqui a pouco é estrada. E amanhã, entre 11 e 12h, é nóis no Rio!!
Mrocha, Tanga, Grota e Lúcio Flávio desfalcam a QSL da semana. Ou não?

Fazer o que? É o Rio né, gente??!!

Abraço pra quem fica...

A minha versão

February 11, 2005
A Patricia Luchy me escreveu um post hoje. Se queixa do que chama de “loucuras” que eu teria inventado a seu respeito.

Segue a minha resposta, que também está nos comentários do post dela. Só que lá, por limitações de espaço, está um pouquinho resumida.

Pra mim, este assunto (que nem sei se é assunto) está encerrado. E ao Guilherme Costa, citado aí embaixo, o meu pedido de desculpas, sem caretice, por qualquer transtorno.



Patricia

Nunca inventei nada sobre você. Nunca disse a ninguém que havia te beijado ou coisa parecida. Seria tolice inventar histórias e acreditar que ninguém ficaria sabendo da invencionice.

Conversamos a sós por duas vezes. Uma delas, na minha casa. Não me lembro de ter sequer tocado em você. E nas duas oportunidades foi você quem me telefonou.

E o tema foi um só: o seu relacionamento com o Guilherme. Ou o fim dele.

Quanto a alguma investida, sóbrio ou bêbado, onde está a novidade? Já virou até folclore. As meninas que conhecemos até acham graça, se divertem. Sabem que quase nunca posso ser levado a sério.

Também não te escolhi pra minha vida, apesar de ver em você uma menina bonita e interessante. As coisas não funcionam assim, escolher e pronto. Portanto, estamos quites.

Não desrespeite aquela regra do jornalismo que manda ouvir os dois lados antes. Você pretende se utilizar dela no futuro. Quando te disseram que eu teria ficado com você, por que você não veio me ouvir, pedir satisfações?

Eu nunca me escondi de você, nem de ninguém.

Na minha opinião, este seu post não é um desabafo. É só uma tentativa de mostrar a maturidade que andam te cobrando e que, talvez, você ainda não tenha.

Não será assim. Crescer é muito mais do que simplesmente aprender a ofender.

Se cuida, boa sorte e paciência. A maturidade há de chegar. Pra nós dois.

Marcelo Rocha

De jeito nenhum

February 11, 2005
E você, que só olha no meu olho quando sabe que eu não vou dizer nada pra te incomodar?

Você é a covarde de plantão. A que só precisa do sorriso fácil e nunca do sorriso difícil.

Você não reivindica a minha alegria. E adora saber que estou triste só pra ter a certeza de que não está triste sozinha.

É lógico que é bom não ouvir o que não se quer. É muito bom estacionar um “não” até não poder mais...

É excelente contar com a minha complacência. E muito tranquilo dormir sabendo que não tirarei o seu sossego.

Chegará o dia, chegará mesmo!

O dia em que não ameaçarei nem a sua e nem a minha paz. E eu não vou ameaçar.

Não vou arranhar o seu roteiro no bar. E nem tentar mensagens indecifráveis, cafonas pacas!!

Vai chegar o dia e a hora em que não será cedo demais. E nem tarde demais pra conversarmos. E nessa mesma hora, vou tomar coragem pra não dizer nada.

Não vou dizer que te espero. Nem vou dizer que entendo as suas dúvidas. Nem vou dizer que adoraria comprar um vinho de R$60 pra tomar com você.

E nem vou estar aí. Nem vou embrulhar seus presentes num pacote bonitinho. Nem vou dizer que pedi pra um amigo tirar uma foto sua e me dar de presente. Tudo isso escondido.

Eu nem vou querer saber quem você beija, nem quem você curte. Nem vou olhar pra camisa branca que você destesta e que eu adoro.

Eu nem vou dizer nada. Nem vou interferir nas suas preferências musicais. Nem vou te recomendar Los Hermanos.

Nem vou brincar com os nossos sentimentos.

Vai chegar o dia em que não vou dizer mais que te amo.

Nem com palavra. Nem com meus olhos nos seus olhos.

Não vou dizer de jeito nenhum.




E pronto!

Comunicado da Diretoria da QSL

February 10, 2005
A diretoria da QSL, reunida agora há pouco decidiu que:

-Em virtude do fechamento temporário do Bar Brasil até o dia 15, fica transferida para outro estabelecimento a QSL de hoje, 10 de fevereiro de 2005.

-O evento acontecerá no Bar Armazém, localizado próximo a Av. Juscelino Kubitschek, em frente, mas bem em frente ao Colégio Delta.

-Por questões operacionais, os diretores do evento chegarão ao endereço provisório mais cedo, por volta das 21h50, para evitar desencontros e aborrecimentos aos que se fizerem presentes.

Mais informações com a assessoria de imprensa da QSL
Fone (43) 9101 0737

***
Em tempo:
O evento volta a sua sede, o Bar Brasil, na próxima edição, dia 17 de fevereiro do corrente.


Los Hermanos

February 04, 2005
Amanheci numa ressaca total. Daquelas que há muito não tinha.

Mas aos poucos, fui me curando. E o dia foi melhorando após o almoço com minha mãe lá no Dá Licença.

Vi meu filho. E então fui ao shopping. Comprei uma bermuda e um boné pra viajar.

E lá no fim da tarde, depois de muito resistir, passei na Livraria Porto e comprei o Ventura, do Los Hermanos.

Lúcio, como pude esperar tanto tempo??

Sem viadagens: é de arrepiar!!

Obrigado Lúcio e Guilherme Gouveia por recomendar o Camelo e seus rapazes aos meus inexperientes ouvidos. Neste momento, está tocando pela terceira vez. É tudo muito lindo!!

Aliás, é assim, descobrindo e redescobrindo coisas boas e pessoas ótimas, que estou deixando o fundo do poço pra trás.

É isso mesmo. Estou voltando a ficar bem!!

Quero ver quem me segura agora!

.....xxxxx.....
Amarante, o Rodrigo
...E se eu fosse
o primeiro a voltar
pra mudar o que eu fiz,
quem então agora eu seria?


(in O Velho e o Moço, Los Hermanos)

Sem álcool

February 01, 2005
Ontem fez um dia bonito em Londrina. Sem chuva, depois de muito tempo.

O dia foi bonito. A noite poderia ter sido melhor.

Fui pro Madalena às 21h. Não bebi. Iria jogar bola às 22h30.

Mas beber apenas água nem foi tão ruim assim.

Ah...ando de saco cheio daquele bar, das pessoas que saem, das que vão chegando lá. E das que não vão embora nunca!!!

Na próxima segunda-feira que tiver futebol, vou direto.