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Archive for December of 2004

Choradeira!!!

December 31, 2004
Eu queria chorar pela mediocridade que me assalta.
Pelo asterisco que eu não sei pra que serve.
Pelo charme de uma linguagem atemporal

Eu derramaria um rio de lágrimas que eu tenho pra chorar!

Eu choraria pela ausência de veneno de rato.
Pela dignidade que ficou lá longe.
Pela dificuldade de um teclado que ficou lá fora.

Eu choraria por sorrisos constantes.
Pelo charme articulado.
Pelo talento disfarçado.

Eu seria uma tempestade de lágrimas.
Se a malandragem não prevalecesse.
Seo exercício não fosse possível.

Eu faria tudo errado na praia
Eu faria um solo de guitarra.
Eu faria uma feijoada completa.

Eu seria o ó do borogodó.
Seria a chance que não me deram.
Eu seria um pouco de tudo de errado.

Eu molharia o tapete
Rasgaria seda
Chamaria o síndico atravessado.

Eu diria besteiras.
Conquistaria mulheres.
Abraçaria um passe de mágica.

Eu contestaria o calendário chinês.
Sumiria do mapa da Índia
Passaria as férias de maio, junho, julho!

Eu tomaria um porre memorável.
Brincaria de entrar em cena
Lavaria o copo envenenado

Eu contestaria.
Ferviria.
Adoraria!!!!!











Um post para Flávia Renata

December 29, 2004
A mulher de todas as alergias possíveis. E de todos os sorrisos imponderáveis. E de todos os salgadinhos maléficos.

A mulher de todas as caras e bocas. E de todas as bocas e caras amassadas.

É você, Flávia Renata, que não se alimenta!!

Que não se alimenta do óbvio. Que não se alimenta do mínimo. Que não se alimenta do exato. E que se alimentou ontem de cinema.

É...Flávia Renata.

É impossível saber o tom da sua voz. É impossível saber o possível de você!

Flávia Renata que dorme.
Flávia Renata que grita.
Flávia Renata que acorda.

E que acorda de olhos vermelhos, cigarros na boca e choradeira controlável. E que quase não faz questão.

Flávia que acompanha nas compras.
Que desmente medos
E que conhece detalhes!!

Flávia que me irrita.
Que me sucede.
Que me censura de baixo pra cima.

Flávia Renata. É essa mesma!!

Que tem os cabelos pretos. Que olha de relance. Que empresta sorrisos depressivos...

E que continua ali.
Flávia Renata.
Flávia que chora.
Flávia que ri.


A Flávia que conta. A Flávia que deveria ser!!

Mais umas...

December 25, 2004
Ainda bem que existe cigarro pra gente voltar a fumar. E que existe um cobertor na hora do frio de dezembro. E que os celulares da Vivo não funcionam na noite de Natal.

Ainda bem que os enredos de escola de samba não são os únicos. E que as conquistas não são sempre as mesmas. E que a canseira pode ser amenizada com meia noite de sono.

Ainda bem que um sorriso nipônico e depressivo se abre no começo da noite. E que absurdas idéias surgem no meio do Tudo. E que é possível registrar tudo com um “clique” definitivo.

Ainda bem que o Lucio Flávio mora num lugar acessível. E que o meu carro responde a comandos duvidosos. E que embreagens e engrenagens vão quebrar no meio da estrada besta.

Ainda bem que o minuto dura tão pouco. E que sessenta segundos são o retrato do Muito. E que a Hora H do Dia D nunca chega. E que três linhas bastam para a frase cretina.

Ainda bem que nós temos calor. E que existem parceiros de cerveja. E que se abrem as portas da magia. E que Cony e Ruy Castro são Dor de Cabeceira.

Ainda bem que teclados falam. E que luzes iluminam o quintal bobo da informática. E que piadas surgem do Nada. E que do Nada surge tudo quanto é coisa.

Ainda bem que não tenho estilo definido. Sei que repito clichês. Que falo de besteiras absolutas. Que absolutamente me apaixono por Elas. E que nem sei quem Elas são.

Ainda bem que há os de Curitiba. E que há os de Cascavel. E, de mais a mais, os de todos os cantos de uma minúscula e apavorante Maringá. E existem também os de Engenheiro Beltrão. E há os bobocas de todas as partes.

Ainda bem que parentes existem na tristeza demorada e na felicidade vapt-vupt. E que há meus primos a sorrir pelos quatro cantos de minha biografia confusa.

Ainda bem que li apenas algumas coisas. Li Nelson e seus discípulos. Li Briguet, Tanga etc. Li um pouco de Machado de Assis.


Mas...

Existe o Juca Kfouri e as Casas Decimais. E as Faculdades Mentais. E os Lençóis Freáticos. E ainda bem que existe a cachaça, que me inspira e me reprime. E que me faz parar por aqui.


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Rodrigues, o Nelson:
Se Deus existe, o sexo é um detalhe

(in Flor de Obsessão org Ruy Castro)


December 24, 2004
Tenho a certeza absoluta de que estou sozinho neste prédio.
Vou sair daqui agora, neste instante!!!

Eu de novo

December 19, 2004
Não haverá medo atrás de medo
Não haverá telefonemas fora de hora
Não haverá pena

Não haverá mais angústias e nem angustiados
Não haverá chantagens emocionais
Não haverá audiência inútil

Não haverá o apelo ridículo
Não haverá o “não me ligue agora”
Nem o “depois a gente se fala”

Chega Malandragem

Chega da piada pronta
Do absurdo programado
Da cretinice e da cretinice

Eu não tenho medo da meia verdade
Nem da meia mentira
Eu quero a parceria da serenidade

Eu quero a genialidade de Gabi
O talento de Guilherme Costa
A honestidade de Diego Prazeres

Eu estou infeliz
Perdi de novo
Perdi de novo pra sempre

Eu cansei e pronto
Preciso da alegria de uma Esva
Do Vidal e de seus sorrisos
Do Daniel

Preciso de você, Jana Ávila
De você, ô Briguet
Preciso de ajuda.

E isso é foda, né???

eu sempre precisando das mesmas pessoas e das mesmas coisas.


Chega...

Eu também falo sobre a Esva

December 14, 2004
Foi uma ginástica que começou na montagem de uma escala que me permitisse a folga prolongada do fim de semana. Uma ginática que me deu dias que não deveriam terminar nunca mais.

esvaesvaesva

Uma QSL de apartamento, pizzas péssimas, cervejas geladas numa noite mais ainda em bares possíveis, impossíveis e apertadíssimos.

esvaesvaesva

Sexta de shopping, sapatos e cuecas novos, tarde e noite no Pudim, aventuras rodrigueanamente interessantíssimas... e elas, as cervejas que não dão ressaca num bar ruim de doer. Friends era o nome dele.

esvaesvaesva

E veio o sábado. Tipos novos, antigos, diferentões. A honra de abrir os trabalhos. E a chuvinha curitibana achando que iria estragar a “Fesva”.

esvaesvaesva

Estávamos todos ali. Londrinenses, curitibanos, a cerveja impecável, a carne irresponsavelmente crua, o sorriso de Janaína e o do Vidal, a delicadeza de Paula, a categoria de Bala, um enigma chamado Digão, um Claudio Yuge gente boa pacas, Daniel e a marcação cerrada e perfeita aos convidados...Estávamos todos ali, juntos com a plena euforia, com a felicidade doce, com a docilidade bêbada.

esvaesvaesva

Galão recebeu prêmios. Leijoto também. E todos os super-heróis foram super heróis.

esvaesvaesva

Rubão, você não é companheiro. Você é foda bagarai. E eu sou bonito!!

esvaesvaesva

Foram 551 latas. Eu comi dois pães, um pouco de maionese e um coração de galinha. Ah...e a farofa que o Yuge botou no meu bolso enquanto dormi por exatos 34 minutos.

esvaesvaesva

O encontro da pancadaria com a insensatez. Dos tipos que esmagaram um monstro. E tudo correu muitíssimo bem. Houve um Briguet-lagartixa, o DJ Pafu. E todo mundo imitou Fred Mercury. E àquela altura, a Inês ainda não era morta. Muito pelo contrário.

esvaesvaesva

Com quem eu joguei Trailer naquela mesa no centro da sala?
Lembro do Giordano...Você lembra, Daniel? O Pafu deve lembrar.

esvaesvaesva

Quem faria um roteiro da Esva pra cinema? O Grota? Mas ele não estava lá. Ou estava?

esvaesvaesva

Ninguém gorfou. Nem a vizinha-cuco.

esvaesvaesva

Eu não quero nem saber. Vou na próxima e na próxima. E na próxima também...

esvaesvaesva

Obrigado pelo fim de semana que passou mas não passará. Nunca mais.

esvaesvaesva

E o Atlético-Pr pipocou no domingo. Ah, eu sou santista. Hahahaha!!

Piada

December 04, 2004
O velhinho corcunda chega no consultório médico...

-Doutor! Eu quero fazer um check-up. É que eu vou me casar na semana que vem e preciso saber se está tudo bem comigo.
-Casar? Quantos anos o senhor tem?
-96!
-96? E quantos anos tem a sua noiva?
-21!
-21?
-É...21!
-Olha, eu como profissional tenho o dever de alertá-lo. Nessa idade, o sexo pode ser fatal!-
-Paciência. Se ela morrer, morreu!!

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Rodrigues, o Nelson:
Nós, os velhos, precisamos de um mínimo de puerilidade encantada, sem a qual seríamos múmias inteiramente gagás.

(in Flor de Obsessão org Rui Castro)

Fiz tudo que pude.

December 03, 2004
E eu que acreditei na volta dos que não foram
No retorno de 1º de Maio
Em novas tecnologias

E eu que observei a complexidade dos fatos
A atitude dos idiotas
A felicidade dos empobrecidos

E eu que dirigi dramas dramáticos
Roteiros absurdos
Comédias sem sentido

E eu que contabilizei estranhas atitudes
Mágoas profundas
Desgostos viscerais

E eu que assumi responsabilidades
Momentos sem sentido
Tarefas inacabadas

E eu que aboli dificuldades
Menti para o medo de logo mais
Atrapalhei o Trem das Horas.

E eu que imaginei torpedos e efervescências
Toscas realidades
Cinzas de um renegado Marlboro

E eu que achei que Amor era química
E que Química era engraçado
E que graça era por nossa conta

E eu que sei lá pra onde vou sem ela.
E sem o sábado e parte do domingo.


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Rodrigues, o Nelson:
O homem já fracassou.

(in Flor de Obsessão org Rui Castro)