Foram boletins atropelados pelo adiantado dos minutos. Foi a espera desesperada por brechas no Faustão. Foi a agitação dos amigos Fernando Brevilheri e Rodrigo Parra a disparar parciais pelo precioso radiojornalismo local.
Foi a apuração de todas as eleições. Mas com a expectativa a flor da pele. E dentro da sede da Justiça Eleitoral, a euforia de quem tem gastrite pelas notícias e mesmo assim não as abandona.
Esperamos a pesquisa de boca-de-urna. Tensos, trocamos olhares preocupados antes do início da contagem. Há quem diga que, dever de ofício, não deveríamos ter tomado partido.
Mas no caso desta eleição, não foi possível.
Éramos a Torcida Organizada dos Repórteres de Plantão. Desta vez, estávamos esperando a melhor notícia para a cidade.
Nelson Bortoli, Fernanda Bressan, Julio Oliveira, Derri Francis. Todos queriam um só resultado.
Urna a urna, o resultado foi nos tranquilizando. Tirando o troca-troca de posições no início, o sossego foi a tônica da apuração.
1,96% dos votos apurados. 13,22% dos votos apurados. 31,15% dos votos apurados. Vieram resultados parciais. Vieram também muitas e silenciosas comemorações parciais.
E às 19h23, os 100%. Festa na porta de entrada da Justiça Eleitoral. Carreatas. Buzinaço. Sorrisos de alívio. Ruas tomadas. Entrevistas de felicidade. E a cara de “não deu” de quem desta vez não conseguiu enganar a maioria.
Fui cobrir a festa nas ruas, no Zerão. De lá, aliás, fiz o último link. Mostrei na TV imagens de um povo vestido de vermelho, com bandeiras festeiras. De um povo que foi às urnas e evitou o pior. De um povo que agora vai querer muito mais ação, atitude, pulso, coragem e trabalho do prefeito reeleito.
Não poderia ser de outro jeito. E não foi.
Se coça, Nedson!
Tchau ladrão!!
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Rodrigues, o Nelson:
O canalha é sempre um cordial, um ameno, um amorável e costuma ter uma fluorescente aura de simpatia.
(in Flor de Obsessão org Ruy Castro)
Publicado em 01 de novembro de 2004 às 01:37 por mrocha