O último pedido de Serginho foi por um tiro de meta.
Depois do beijo mais molhado, lindo, demorado e sexy, esta Mulher tem que entender. Te amo.
Três segundos - e eu disse três segundos- depois de pedir pelo tiro de meta, Serginho caiu.
Pra quem não sabe, tiro de meta é quando a bola sai pelos fundos do gol e o árbitro, qualquer deles, não sentencia escanteio em uma partida de futebol. E pra quem não sabe, Serginho é jogador de futebol que se foi.
Foi uma jogada de linha de fundo. Serginho pediu tiro de meta. Reclamou três segundos antes de sentir a dor no peito e cair no chão verde, pra não mais levantar.
Os médicos tentaram! Nada!
Não me lembro de atuações vigorosas de Serginho, o meio-campista que morreu. Mas tenho dele notícias de um bom jogador. Dedicado, intenso, forte. Serginho era forte.
Serginho não me disse, mas imagino qual seria seu último pedido:
- Precisaria me dar bem, pra ajudar meus pais e minha família!!
É o sonho de todos. Deste Serginho, dos pais de quem desconfiamos, daqueles que nos aborrecem todos os dias. E do meu filho de 1 ano e 4 meses que quer ser boleiro.
PS: Ainda bem que os beijos demorados, estes nunca acabam. E sobrevivemos de beijos, saliva, terremotos e ataques. Todos quase sempre fulminantes.
Vamos preservar os beijos. E deixar os ataques, fulminantes ou não, de lado.
E diante das dúvidas, prefiro os beijos que salvam noites, dias e semanas.
E sei lá se já estou bêbado. Se já estiver, mais paciência. E desconsidere tudo. Ou quase tudo!!!!
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Rodrigues, o Nelson:]
Meus diálogos são realmente pobres. Só eu sei o trabalho que me dá empobrecê-los
Publicado em 28 de outubro de 2004 às 03:44 por mrocha
Na Folha de Londrina de hoje (Geral-pág.8) saiu uma matéria sobre a morte súbita. Coincidência ou premonição? Aposto na primeira.