Acabou o congestionamento no estacionamento do prédio.
Foi-se embora a alegria que durava 2 horas por noite.
Não haverá mais a conversa no sofá. E os ouvidos que ouviam carências, lamentações e novidades não ouvirão mais nada.
Não haverá manhãs de cobrança, nem tardes de expectativa. E não haverá mais a espera por noites felizes ou tristes.
O controle remoto do portão do condomínio finalmente será poupado. Os encontros na portaria chegaram ao fim. O vai-e-vem do elevador também. Levi e a namorada não descobrirão nada.
Frenéticos telefonemas de 30 em 30 minutos também serão interrompidos. No lugar deles, o silêncio de uma confidência não revelada, de uma piada sem graça, de uma história de família a que não vou mais ter acesso.
É o fim da cumplicidade. O fim da exigência de um sorriso. O fim da torcida de Priscila.
Foram dezenas de meses de tentativas. Centenas de dias de insistência. Milhares de horas de abnegação. Milhões de segundos acreditando.
Mas não deu. O conformismo venceu a possibilidade remota. A chance de felicidade perdeu para o monstro do medo.
E falando em perdedores, perdi. De novo. Mas isso nem de longe seria uma novidade.
Na sexta-feira completo 29 anos. Escancarado diante de uma tempestade de outubro (mais uma!!), eu me seguro num poste qualquer. Procuro energia pra não perder sempre.
Vai ser uma semana triste. Mais uma. Com um agravante: estarei mais velho para enfrentá-la.
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Rodrigues, o Nelson:
Muitas vezes já tive ansias de sentar no meio-fio e chorar lágrimas de esguicho.
Publicado em 21 de outubro de 2004 às 00:51 por mrocha
E pior: não responde e-mail.
Como a semana pode ser tão ruim, se o nosso time começou com um 4x0, passou por uma classificação num campeonato que nem estava disposto a vencer e vai terminar com uma goleada histórica no final de semana.
Se liga, rapá.