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Archive for October of 2004

Pra quem gosta de futebol e beijos

October 28, 2004
O último pedido de Serginho foi por um tiro de meta.

Depois do beijo mais molhado, lindo, demorado e sexy, esta Mulher tem que entender. Te amo.

Três segundos - e eu disse três segundos- depois de pedir pelo tiro de meta, Serginho caiu.

Pra quem não sabe, tiro de meta é quando a bola sai pelos fundos do gol e o árbitro, qualquer deles, não sentencia escanteio em uma partida de futebol. E pra quem não sabe, Serginho é jogador de futebol que se foi.

Foi uma jogada de linha de fundo. Serginho pediu tiro de meta. Reclamou três segundos antes de sentir a dor no peito e cair no chão verde, pra não mais levantar.

Os médicos tentaram! Nada!

Não me lembro de atuações vigorosas de Serginho, o meio-campista que morreu. Mas tenho dele notícias de um bom jogador. Dedicado, intenso, forte. Serginho era forte.

Serginho não me disse, mas imagino qual seria seu último pedido:

- Precisaria me dar bem, pra ajudar meus pais e minha família!!

É o sonho de todos. Deste Serginho, dos pais de quem desconfiamos, daqueles que nos aborrecem todos os dias. E do meu filho de 1 ano e 4 meses que quer ser boleiro.

PS: Ainda bem que os beijos demorados, estes nunca acabam. E sobrevivemos de beijos, saliva, terremotos e ataques. Todos quase sempre fulminantes.

Vamos preservar os beijos. E deixar os ataques, fulminantes ou não, de lado.

E diante das dúvidas, prefiro os beijos que salvam noites, dias e semanas.

E sei lá se já estou bêbado. Se já estiver, mais paciência. E desconsidere tudo. Ou quase tudo!!!!




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Rodrigues, o Nelson:
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Meus diálogos são realmente pobres. Só eu sei o trabalho que me dá empobrecê-los

Acabou

October 21, 2004

Acabou o congestionamento no estacionamento do prédio.
Foi-se embora a alegria que durava 2 horas por noite.
Não haverá mais a conversa no sofá. E os ouvidos que ouviam carências, lamentações e novidades não ouvirão mais nada.

Não haverá manhãs de cobrança, nem tardes de expectativa. E não haverá mais a espera por noites felizes ou tristes.

O controle remoto do portão do condomínio finalmente será poupado. Os encontros na portaria chegaram ao fim. O vai-e-vem do elevador também. Levi e a namorada não descobrirão nada.

Frenéticos telefonemas de 30 em 30 minutos também serão interrompidos. No lugar deles, o silêncio de uma confidência não revelada, de uma piada sem graça, de uma história de família a que não vou mais ter acesso.

É o fim da cumplicidade. O fim da exigência de um sorriso. O fim da torcida de Priscila.

Foram dezenas de meses de tentativas. Centenas de dias de insistência. Milhares de horas de abnegação. Milhões de segundos acreditando.

Mas não deu. O conformismo venceu a possibilidade remota. A chance de felicidade perdeu para o monstro do medo.

E falando em perdedores, perdi. De novo. Mas isso nem de longe seria uma novidade.

Na sexta-feira completo 29 anos. Escancarado diante de uma tempestade de outubro (mais uma!!), eu me seguro num poste qualquer. Procuro energia pra não perder sempre.

Vai ser uma semana triste. Mais uma. Com um agravante: estarei mais velho para enfrentá-la.

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Rodrigues, o Nelson:
Muitas vezes já tive ansias de sentar no meio-fio e chorar lágrimas de esguicho.

Aniversário

October 20, 2004
É, na sexta-feira próxima, esta que está aí, pertinho, completarei 29 anos de idade. Dia 22 de outubro é dia de aniversário.

Mas...e aí, hein?

E aí, nada!! Vão ser 29 anos e pronto. Não estou feliz nem triste. Nem ansioso nem tranquilo. O dia 22 vai começar, vai passar e vai chegar ao fim. Assim como acontece sete vezes por semana, 30 ou 31 vezes no mês, 365 vezes no ano. Não é mesmo??

No ano passado, semanas antes do meu aniversário, estava vivendo expectativas tão grandes, que me consumiam tanto...Cheguei a pensar:

-Nossa! acho que não vou chegar vivo ao meu aniversário!!

Acabei sobrevivendo e tudo aquilo passou. Não me afeta mais. Ficou pra trás!

Este ano tá sendo parecido. Ando ansioso, querendo que as coisas aconteçam e elas continuam não acontecendo. Pelo menos não do jeito que gostaria que acontecessem. E acho que sdesta vez, estou querendo até com mais intensidade.

Por isso, no início da semana passada, voltei a pensar novamente:

-Nossa! Acho que não vou chegar vivo ao meu aniversário!!

Ao que tudo indica, vou conseguir.

Assim como as reportagens sobre as vendas de Páscoa e Dia das Crianças, minha vida tem se revelado um festival de repetições.

Um repleto leque de momentos felizes (que duram 10% menos se comparados ao mesmo período do ano passado) que se revezam com tristeza e angústia (que aumentam de 10 a 20% a cada ano que passa)

É lógico, os meus anos têm lá os seus lances de gratificante euforia. Nesse, por exemplo, a minha surpresa atende pelo apelido de Figuraça. E dela já tratei aqui mesmo neste espaço, escasso leitor. Juntos, temos vivido nossas angústias. Mas também temos protagonizado lances de irretocável FELICIDADE!

Figuraça é linda, deliciosamente temperamental, deliciosamente doce (apesar dos rompantes de mau humor, né Fig?)

Mas, como também já disse aqui, Figuraça tem impedimentos que prefiro não ficar remoendo.

É por esta e muitíssimas outras tantas que o sofrimento me assalta vezes por ano. A dificuldade em fazer da felicidade um sentimento mais duradouro me irrita.

Já me disseram que a procuro no lugar errado ou de maneira euquivocada. Acho que não!! Devo ser um azarado mesmo!!

Então, perto de completar 29 anos, só posso informar que vou continuar tentando. E aceito sugestões nessa empreitada de encontrar um lugar calminho pra acomodar os meus sentimentos.

PS 1 - Figuraça, não respondi ao seu e-mail porque não consegui abrir meu outlook daqui de casa. Mas você sabe que eu não preciso respondê-los pra que saiba o tamanho da saudade.

PS 2 - Para comemorar (?) estava pensando em reunir a moçada. Não sei se na casa de minha mãe, onde todos levariam cerveja (eu pago a carne e apetrechos) ou se no boteco. No caso de optarmos pela segunda alternativa, estou aceitando sugestões.

PS 3 - Se optarmos pelo churrasco, acho melhor deixar isso pro sábado 23, com as mesmas regras, o que acham??


Tá todo mundo convidado!!

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Rodrigues, o Nelson:
A mulher pode ter qualquer idade. Não o homem. O homem não pode ter dezoito anos, ou quinze. Para o homem, o amor não é gênio, não é talento, e sim tempo, métier, sabedoria adquirida

(in Flor de Obsessão org Ruy Castro)

Problemas sem vírgula e besteiras a mais

October 18, 2004
Concreto problema anoitecido problema endiabrado problema de quem?

Bonito problema maluco problema cheiroso problema confuso problema de quem?

Discutível problema insolúvel problema caótico problema diabólico problema necessário problema de quem?

Inteiro problema besta problema sensato problema demorado problema gostoso problema milagroso problema de quem?

Batido problema lento problema calhorda problema eterno problema avesso problema maroto problema estúpido problema de quem?

Senhor problema Senhora problema surpeendente problema genérico problema interessante problema insuportável problema estagnado problema aborrecido problema de quem?

Cansado problema inviável problema sensacional problema catastrófico problema emblemático problema lunático problema diplomático problema burocrático problema enfático problema de quem?

Gripado problema reumático problema ortopédico problema oftálmico problema diabético problema biológico problema epilético problema psicanalítico problema fonético problema dentístico problema de quem?

Meu problema nosso problema de ambos problema de todos problema deles problema delas problema da Ema problema da casa problema da Nasa problema do Bush problema do Kerry problema de quem?

Problema da Terra problema problema de quem?


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Rodrigues, o Nelson:
A virtude exagerada, em vez de favorecer o amor, pode liquidá-lo. Estou farto de ver sujeitos que são amados pelos seus defeitos


(in Flor de Obsessão org Ruy Castro)

Vou

October 18, 2004
Vou brincar com a angústia que veta tudo
Com a alegria sempre eventual
Com a tranquilidade de um tapete no chão
Com a beleza do casal Fernando e Simone Saris

Vou sambar ao som do Furacão 2000
tomar banho na bacia das almas
complicar um problema de adição

Vou maltratar uma aposentada
beber um vinho da Adega Perfumada
apertar o botão da Qualidade Total

Vou comprar o ingresso no fim do show
gostar mais de água de côco
alardear que sou candidato

Vou dar um chute com os dois pés
cortar a fita com as duas mãos
lançar moda com duas caras

Vou perder o mando de campo
jogar água no verde que nunca será verde
liberar as impossibilidades

Vou escrever algo que ninguém esqueça
recuperar a caneta de tinta verde
ler com os olhos de alguém que entenda

Vou atravessar a rua de olhos abertos
esculhambar a minha própria burrice
mastigar as garfadas 38 vezes ou mais

Vou seguir o conselho da Penelope de Santo André
publicar as cartas que estão na manga
aplaudir o meu fim de semana

Vou abolir os pontos e as interrogações.
ameaçar de morte os tempos e os verbos
viver apesar da gramática e da ortografia

Vou, enfim, esquecer o pretérito imperfeito
Vou sim
Vou

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Rodrigues, o Nelson:
Sou um grato cínico. Se me fazem um agrado, se me dão um sorriso, ou um aperto de mão mais profundo, eu me tomo de uma dessas gratidões totais

(in Flor de Obssessão org Ruy Castro)



Homenagem

October 12, 2004
O Golpe do Comendador

Fernando Sabino


Ele sabia que aquilo ainda ia acabar mal. Ele era noivo, à antiga: pedido oficial, aliança no dedo, casamento marcado, Mas, no ardor da juventude, não se contentava em ter uma noiva em Copacabana: tinha também uma namorada na cidade.

Encontravam-se na hora do almoço, ou em algum barzinho do centro, ao cair da tarde, encerrado o expediente. Ele trabalhava num banco, ela num escritório. A noiva não trabalhava: vivia em casa no bem-bom.

E tudo ia muito bem, até que a namorada, que morava na Tijuca, resolve se mudar também para Copacabana.

A princípio ele achou prudente não voltarem juntos, já que uma não sabia da existência da outra. Com o correr do tempo, porém, foi relaxando o que lhe parecia um excesso de precauções. Mais de uma vez eu adverti ao meu amigo:

— Cuidado. Um dia a casa cai.

— Seria o auge da coincidência — protestava ele.

Pois acabou acontecendo. Foi numa tarde em que os dois voltavam de ônibus para Copacabana, muito enleados, mãozinhas dadas. Ali pela altura do Flamengo, ao olhar casualmente pela janela, ele viu e reconheceu de longe a moça que fazia sinal no ponto de parada.

Em pânico, o seu primeiro impulso foi o de gritar para o motorista que não parasse, para evitar o encontro fatal. Era o cúmulo do azar: havia um lugar vago justamente a seu lado, naquele último banco, que comportava cinco passageiros.

O ônibus parou e ela subiu. Ele se encolheu, separando-se da outra, mãos enfiadas entre os joelhos e olhando para o lado — como se adiantasse: já tinha sido visto. A noiva sorriu, agradavelmente surpreendida:

— Mas que coincidência!

E sentou-se a seu lado. Você ainda não viu nada — pensou ele, sentindo-se perdido, ali entre as duas. Queria sumir, evaporar-se no ar. Num gesto meio vago, que se dirigia tanto a uma como a outra, fez a apresentação com voz sumida:

— Esta é a minha noiva...

— Muito prazer — disseram ambas.

E começaram uma conversa meio disparatada por cima do seu cadáver:

— Você o conhece há muito tempo? — perguntou a noiva titular.

— Algum - respondeu a outra, tomando-o pelo braço: — Só que ainda não estamos propriamente noivos, como ele disse...

— Ah, não? Que interessante! Pois nós estamos, não é, meu bem? E a noiva o tomou pelo outro braço:

— Você não havia me falado a respeito da sua amiguinha...

Atordoado, nem tendo 0 ônibus chegado ainda ao Mourisco, ele perdeu completamente a cabeça. Desvencilhou-se das duas e se precipitou para a porta, ordenando ao motorista:

— Pare! Pare que eu preciso descer!

Saltou pela traseira mesmo, sem pagar, os demais passageiros o olhavam, espantados, o trocador não teve tempo de protestar. Atirou-se num táxi que se deteve ante seus gestos frenéticos, foi direto à minha casa:

— Você tem que me ajudar a sair dessa.

Amigo é para essas coisas, mas não me dou por bom conselheiro em tais questões. Mal consigo eu próprio sair das minhas: a emenda em geral é pior do que o soneto. Ainda assim, tão logo ele me contou o que havia acontecido, ocorreu-me dizer que, se saída houvesse, ele teria que abrir mão de uma — com as duas é que não poderia ficar. Qual delas preferia?

— A minha noiva, é lógico - afirmou ele, sem muita convicção: É com ela que vou me casar.

E torcia as mãos, nervoso:

— Pretendia, né? Imagino o que a esta hora já não devem ter dito uma para a outra. O pior é que minha noiva é meio esquentada, para acabar no tapa não custa.

Respirou fundo, mudando o tom:

— Também, que diabo tinha ela de tomar exatamente aquele ônibus? E o que é que estava fazendo àquela hora no Flamengo? De onde é que ela vinha?

— Eu que sei? — e comecei a rir: — Me desculpe, meu velho, mas essa não pega.

Ele se deixou cair na poltrona.

— É isso mesmo. Não pega. Nenhuma pega. Estou liquidado. Não tem saída.

— Só vejo uma — e fiz uma pausa, para dar mais ênfase: — O golpe do comendador.

Marido exemplar, pai extremoso, avô dedicado, como se usava antigamente, o ilustre comendador era de uma respeitabilidade sem jaça. Vai um dia sua digníssima consorte, chegando inesperadamente em casa, dá com o ilustre na cama da empregada. Com a empregada.

Enquanto a esposa ultrajada se entregava a uma crise de nervos lá na sala, o comendador se recompunha no local do crime, vestindo meticulosamente a roupa, inclusive colete, paletó e gravata. Em seguida se dirigiu a ela nos seguintes termos:

— Reconheço que procedi como um crápula, um canalha, um miserável. Cedi aos sentidos, conspurcando o próprio lar. Você tem o direito de renegar-me para sempre, e mesmo de me expor à execração pública. E provocar em conseqüência a desgraça de nosso casamento, a desonra de meu nome e o opróbrio de nossos filhos e netos. A menos que resolva me perdoar, e neste caso não se fala mais nisto. Perdoa ou não?

Aturdida com tão eloqüente falatório, a mulher parou de chorar e ficou a olhá-lo, apalermada.

— Vamos, responda! — insistiu ele com firmeza: — Sim ou não?

— Sim — balbuciou ela, timidamente.

Ele cofiou os bigodes e, do alto de sua reassumida dignidade, declarou categórico:

— Pois então não se fala mais nisto.


Tão logo ouviu o caso do comendador, o noivo desastrado resolveu imitá-lo. De minha casa mesmo telefonou para a noiva, dizendo-lhe atropeladamente que ele era um crápula, um canalha — em resumo: o ser mais ordinário que jamais existiu na face da terra. Depois, sem lhe dar tempo de retrucar, despejou-lhe uma cachoeira de declarações amorosas, invocando o casamento marcado, a felicidade de ambos para sempre perdida, os filhos que não mais teriam... Não faltaram nem reminiscências dos primeiros dias de namoro - tanto tempo já que se amavam, ela não tinha treze anos quando se conheceram, as trancinhas que usava, lembra-se? Tudo isso ia por água abaixo — a menos que o perdoasse.

Desligou o telefone, vitorioso.

— Concordou em se encontrar comigo.

— Não se esqueça. O comendador.

— Já sei. Não se fala mais nisto.

E se foi, alvoroçado. Nem comigo se falou mais nisto, mas de alguma forma deu certo, pois acabou se casando, teve vários filhos e, segundo ouvi dizer, vive feliz até hoje.

Com a outra.


Texto extraído do livro “Fernando Sabino – Obra Reunida”, Volume III, Editora Nova Aguilar S.A. – Rio de Janeiro, 1996, pág. 148.
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Em um texto-homenagem hoje cedo na televisão, a escritora e amiga Marina Colasanti disse:
Fernando Sabino, um homem que passou a vida a caminho da infância


Isso é tudo.

Cumpra-se

October 10, 2004
Olha só!

Não aguento mais achar que os plantões, no fim das contas, tenham sido o melhor que poderia me acontecer em determinados fins de semana. Neste foi assim.

Então, a partir deste post entra em vigor o seguinte decreto pensado, redigido e assinado por mim:

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A partir da publicação deste post não haverá mais fins de semana depressivos na vida do jornalista Marcelo Rocha, 28 anos, solteiro, 1 filho, residente a Rua Pará, 590, apto. 603, Londrina-Paraná.

De plantão, de folga; duro, endinheirado; doente, vendendo saúde; sozinho, acompanhado; de cabeça quente, de cabeça fria; cansado, disposto; compromissado, na flauta; com ou sem a linda e exuberante Figuraça!

Independentemente da situação física, emocional, financeira, NÃO HAVERÁ MAIS sábados e domingos de angústia, de ansiedade, de esperanças vazias.

E os novos tempos têm dia e hora para começar. Sexta-feira, 15 de outubro de 2004, às 19h. O referido jornalista sairá da emissora de TV onde trabalha e ligará para todos os quatro ou cinco que aguentam sua presença. E perguntará:

-E aí? Vamo tomá uma???

Revogam-se as disposições em contrário.

* * * * * * * * * * * *

Vá se preparando Paulo Briguet. Esquente os tamborins Pafu. Se liga Chicó. Adiante a maquiagem e deixe escolhida a calça jeans, parceira Flávia Renata!!

Algum deles certamente vai topar. E então a sexta á noite será magnífica! O sábado de manhã será de ressaca. O sábado à tarde será de novos planos. E o sábado à noite...vai ser excelente!! E no domingo, mais uma ressaca. Tudo bem, eu tenho Neosaldinas e Engovs e envelopes de Estomazil!

E por isso, não tenho medo. Logo, os próximos fins de semana serão pra cima, engraçados, quentes, surpreendentes. Vão ser bem mais lindos. Infinitamente melhores do que o que está chegando ao fim exatamente agora, no ponto final deste post-desabafo.


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Rodrigues, o Nelson:
Acho a liberdade mais importante que o pão.

10 de outubro

October 08, 2004
Há sempre um domingo possível. Um domingo que serve de exemplo. E depois do domingo, perguntas inesgotáveis. E depois das perguntas, alternativas.

Dia 10 de outubro será domingo. Um domingo cheio de perfumes, hidratantes e loções. Um domingo cheiroso, tumultuado e atormentado.

Dia 10 de outubro acontece 12 dias antes de 22 de outubro, meu aniversário. Mas dia 10 é muito mais importante que dia 22.

Dia 10 de outubro amarra possibilidades, antecipa angústias, recoloca todos em seus lugares, minimiza fracassos, dá de sola no frio fora de hora. Dia 10 de outubro desencana com o óbvio pra flertar com o absurdo.

Dia 10 de outubro poderia ser “faltam 21 pra novembro”. Mas não é. Porque outubro não admite besteiras deste tipo. Outubro não precisa ter pressa para chegar ao fim. É...o 10º dia do 10º mês é isso e pronto.

Dia 10 de outubro de 2004 é data importante. O acaso, a sorte, a beleza, a felicidade, a alegria e a sensualidade fazem anos.

Mas é preciso dizer mais.

No dia 10 de outubro teremos o sorriso máximo, a alegria transbordando pela calça jeans, a satisfação fazendo olhos arderem de um jeito bom.

No dia 10 de outubro, domingo, um sorriso tomará conta do Iate Clube, da Avenida Higienópolis, das mansões, da Rádio Paiquerê e proximidades.

No dia 10 de outubro, a felicidade será anunciada em todos os microfones. E, quem sabe, proclamada pela República.

No dia 10 de outubro, enquanto a aniversariante dorme, acordarão as homenagens.

Enfim, que o 10 de outubro seja facilmente identificável. E que minha Figuraça reconheça as homenagens ao seu aniversário. Homenagens que começaram com este post mas não vão parar tão cedo.

23 anos de 10 de outubro. Dá pra comemorar a data, sem medo, ok??

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Rodrigues, o Nelson:
O brasileiro é aniversariante nato. Nenhum outro povo faz anos com tão larga e cálida efusão. No Brasil, um aniversário jamais é intranscendente. Somos milhões de aniversariantes, e- repito:-milhões com alma de aniversariante.

(in: Flor de Obsessão org: Ruy Castro)