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Archive for July of 2004

Desculpa aí!!

July 31, 2004
Ei...este meu post anterior estava muito deprê...desculpa aí, ok?
E Elisa, pára de pirar!!! Não esquenta. Você é tudo. E ponto. E pronto!!

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Rodrigues, o Nelson:
Quem nunca desejou morrer com o ser amado nunca amou, nem sabe o que é amar


O pior...

July 31, 2004

O pior é saber que o beijo mais intenso da noite você só assistiu
É perceber que quanto mais se anda menos se vai
É descobrir que o óbvio é você perder

O pior é saber que a mulher mais linda está perto mas está longe
É encontrar possibilidades no impossível
É querer não ter dor de cabeça tomando Kaiser

O pior é entrar num bar e perder a paz, as estribeiras e a classe
É não poder perder nada disso
É lembrar de um amor capital na Capital

O pior é descobrir a incompetência e decretar: não serei feliz!
É inventar desculpas para a insônia sem desculpas
É não saber onde está o Tanga

O pior é olhar pro lado, ver e querer não ver
É dar gargalhada pra manter a fama de mau
É brincar de felicidade

O pior é não conseguir estragar uma festa de adultos
É ser adulto e querer ser criança
É ser chato e ser chato mesmo

O pior é sentar ao lado da Vida e ver a Vida pagar a conta e tchau
É descer a ladeira de skate
É perder pro rapaz que não tira o boné

O pior é quando acaba a cerveja e pedem sorvete
É o Dinho Ouro Preto ser adolescente aos 50tão
É a toalha molhada sem haver outra

O pior é a boca seca, a boca seca, a boca seca
É a carteira vazia
É o talão de cheques invencível

O pior é saber que o beijo mais intenso da noite você só assisitiu
É saber que você vai continuar assistindo
Continuar assistindo...


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Rodrigues, o Nelson:
O medo é um grande e eficaz nivelador. Sob o estímulo da pusilanimidade, tubarões e pés-rapados largam a mesma baba elástica e bovina.

Algumas coisas

July 29, 2004
Está distante o dia em que minha cabeça sossegará
Não virá depressa a minha paz de espírito
Engana-se quem me vê sorrindo e acredita

Que bom seria se chegasse logo o que está tão distante
Ah...se a ansiedade não atropelasse o bom senso...
Que tal ser digno e não ser ridículo?

Não é fácil...

Não é fácil brigar pra ser feliz
Não é fácil lutar pelo impossível
Fácil é escrever a crônica do improvável

Ontem falei ao telefone pela manhã
Ontem falei ao telefone à tarde
Ontem chorei ao telefone à noite

Um dia não será permitido permanecer triste
Um dia não será permitido gastar saliva com o absurdo
Um dia vai ser crime chorar ao telefone

Quantas vezes você já parou pra pensar?
Quantas vezes você já parou pra desistir?
Quantas vezes você já desistiu?

Quantas?


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Rodrigues, o Nelson:
O homem esquece antes de sofrer


Muuuuuito bom!!!!!

July 25, 2004
Jogamos mal. O time é fraco. O Luiz Fabiano é mentiroso. O Parreira é burro demais. Mas nós ganhamos. Empatamos aos 47:46 do segundo. E nos pênaltis...já viu, né? E eles se f...de novo! Melhor só se tivesse rolando um churrasco na hora do jogo. O churrasco de sábado deveria ter continuado, sem intervalo, até o fim da tarde de domingo.

No próximo será assim.

Alô Argentina!! Alô argentinos!! Vocês estão irritados???

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Rodrigues, o Nelson:
O escrete é a pátria em calções e chuteiras. Ele representa os nossos defeitos e as nossas virtudes. Em suma:-o escrete chuta por 100 milhões de brasileiros. E cada gol do escrete é feito por todos nós.

Moska

July 19, 2004
Estou debaixo do sol
morrendo de frio
Procurando qualquer coisa no bolso
mas está vazio
Andando pra nenhum lugar, falando sozinho
Coitado do meu coração
Que se partiu em pedaços
Em vão...


Não me lembro do instante exato
mas sei que caí
No seu abismo de braços
e nem percebi

Só consigo recordar a perda de foco
E a ausência de luz
Quando acordei já estava na Cruz

Vou apagar as pegadas atrás de mim
quando sair
Jogar as chaves da casa no fundo do mar

Não quero ter a impressão de que já passei...
Já passei por aqui
Nem quero estar no lugar que você me procurar...

Porque estou debaixo do sol
morrendo de frio
Procurando qualquer coisa no bolso
mas está vazio
E só consigo recordar a perda de foco
e a ausência de luz
Quando acordei já estava na Cruz

Paulinho Moska


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Rodrigues, o Nelson:
O artista tem que ser gênio para uns e imbecil para outros. Se puder ser imbecil para todos, melhor ainda

Uma coisa qualquer

July 18, 2004
Usei hoje uma camisa vermelha
Usei hoje a calça jeans sem um botão
Usei hoje a rotina diferente

Usei hoje a chuteira apertada e fiz gol
Usei hoje o talão de cheques sem fundos
Usei hoje o analgésico genérico

Usei hoje a desculpa esfarrapada
Usei hoje um clichê imperdoável
Usei hoje uma pitada a mais de sal

Usei hoje a chave reserva
Usei hoje o microfone sem o fio
Usei hoje a garganta inflamada

Usei hoje uma toalha cor de nada
Usei hoje a sessão extraordinária
Usei hoje a pedra 90

Usei hoje de má fé
Usei hoje um segredo inconfessável
Usei hoje um perfume duvidoso

Usei hoje a alegria que não tenho
Usei hoje a felicidade que não há
Usei hoje a tristeza que impera

Usei hoje um terno preto black
Usei hoje uma gravata azul blue
Usei hoje uma retórica de quinta

Usei hoje uma poesia bem safada
Usei hoje uma lauda mal escrita
Usei hoje uma crônica incompleta

Usei hoje uma faca de dois gumes
Usei hoje ousar e ousar sempre
Usei hoje o talento que não tenho




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Rodrigues, o Nelson:
Entre o psicanalista e o doente, o mais perigoso é o psicanalista.

Mais um...

July 14, 2004
De uns tempos pra cá aumentou a frequência de renovação deste blog. Uma mistura de invencionices, tolices, pieguices, burrices e falta de enxada acabou tomando conta deste espaço que já esteve ameaçado de invasão pelo Movimento dos Sem Blog, o MSB.

Ao que parece, agora o GaStRiTe CoNsTaNtE passaria numa avaliação de produtividade para efeito de desapropriação (ou não)

Mas diante da constatação presente, uma pergunta atormenta o futuro deste escriba. E a pergunta é: até quando?
Com que assuntos semearei nos próximos dias esta tela árida? Com que assuntos, meu Deus?

De política não entendo. De Religião não comungo. De futebol sei muito pouco.

E agora?

Talvez a realidade seja a minha saída.

A realidade dos dias de tédio. A realidade das tardes que não posso curtir. A realidade das noites cheias de Aturgil. A realidade das manhãs que nunca acabam.

A realidade dos amores difíceis. A realidade da alegria que dura pouco. A realidade da tristeza que dura tanto. A realidade da felicidade que não chega.

Ou quem sabe a fantasia...

A fantasia do futebol ruim que ganha jogo. A fantasia da pauta ruim que vira reportagem. A fantasia do cara ruim que vira repórter.

A fantasia de não ler e pensar ter lido. A fantasia de não ver e dizer ter visto. A fantasia de não fazer e sustentar: eu fiz!!

Talvez o medo também renda algumas crônicas...

O medo de correr e não chegar. O medo de não receber o telefonema. O medo de se afogar sem entrar na piscina. O medo de gritar à noite e a voz não sair.

O medo de perder a chance. O medo de perder o avião. O medo de perder o medo. O medo de acertar na mosca. O medo de não acertar nunca.

Os autores que li e os que não li certamente segurariam um ou outro post...

Nelson Rodrigues, Ramos Sucre, Neruda, João Cabral, Eça, Raquel, João Ubaldo, os Veríssimos.

Paulo Briguet, Julio Tanga, Rodrigo Grota, Nelson Capucho, Apolo Teodoro, Pelegrini (é assim que se escreve?)

Autores, atores, medos, realidades, fantasia, literatura, música. Se disso tudo não pintar um ou outro textinho meia-boca, o MSB vai acabar ganhando terreno.

Será?

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E hoje tem estréia no blog!!!

Rodrigues, o Nelson:
O biquini é a nudez pior do que a nudez.





Dona Wani, a minha mãe

July 13, 2004
É, a minha mãe se chama Wanifreid. Mas isso não vem ao caso!
Você vai achar o texto abaixo piegas. Mas eu não estou nem aí pra você, raro leitor...


Ontem, no início da noite, olhos vermelhos, minha mãe chorava. Mais uma vez, um antigo problema de família que volta e meia reaparece. Problema do qual ela, Dona Wani, é e sempre foi a maior vítima.

Já vi minha mãe chorar muitas vezes. Mas ontem, ao avistá-la triste, sentada numa cadeira na varanda, pensei em tudo o que ela já fez por mim e pelos outros quatro filhos.
E quanta coisa Dona Wani já fez!

Nordestina, sem dinheiro, pouco estudo, muita dificuldade. Tinha tudo pra desisitir da pauleira que deve ter sido criar cinco filhos. Não desistiu. Criou todos eles. Trabalhando feito louca até hoje. Meu pai ajudou muito, foi também importante. Mas exerceu um papel diferente. E, de mais a mais, este texto é uma homenagem que tem destino já definido: minha mãe.

Ninguém sabe como, mas ela deu escola para os cinco. Obcecada, não desanimou. Olhava os cadernos, os boletins, exigia os deveres de casa prontos. Chamada, corria ao colégio conferir como estávamos. Do jeito dela, essa sempre foi a rotina. Levou todos à universidade, uma proeza! Foi ela e mais ninguém!

Mas não foi só escola. Foi também carinho de sobra. Sorrisos, afagos, abraços e beijos. Agrados, lembranças, presentes. Quantas dívidas fez sem poder?? Dava um cheque, parcelava. Salário de zeladora, fazia milagres. E ainda os faz!!

Todo o tempo dela é o tempo para os filhos. Tudo o que faz é pensando em nós. As atitudes são movidas pelo amor aos cinco marmanjos dos quais eu sou o menos ilustre representante.

De mim, Dona Wani não fez exatamente uma pessoa incrível. Mas também não se pode dizer que errou na mão. Tenho amigos e respeito as pessoas. Obra dela.

Por isso, quando flagrei minha mãe chorando, cheguei à exata medida do que sinto.

Se pudesse dar um presente pra Dona Wani, daria um sorriso eterno. E se pudesse dar outro, daria o sossego. E se pudesse dar outro, daria tranquilidade. E se pudesse dar outro, daria tempo para fazer coisas legais e divertidas. E se pudesse dar outro, daria o antídoto para exterminar qualquer tipo de sofrimento. E se pudesse dar outro...daria tudo o que esse mundo tem de mais lindo!



SÓ FALTA O RICÚPERO

July 07, 2004
A minha TV não recebe mais a programação do Paraná. Estava com os canais todos chiando. Aí veio um cara aqui, ligou a televisão na parabólica sem me avisar e agora eu tenho acesso à programação de um monte de lugar, menos do Paraná.

De manhã, não é mais o Bom Dia Paraná que serve como despertador. Acordo com a voz da Mariana Godoy e não da Alessandra Consoli.

E por aí vai.

Não consigo mais ver a Carmela Alexandra se vestindo como se tivesse 16 anos, dando dicas de moda. Nem entrevistando o Caio sobre cinema. Nem fazendo comercial da Casa das Noivas. Nem dando baile no diretor de TV, que nunca a encontra na câmera certa.

O Wagner Rogel foi outro que sumiu da minha vista. Na Record, agora, fade em plena hora do almoço. Nunca pensei que fosse sentir falta do Wagner Rogel ali, a dois metros de mim, raquítico, disparando besteiras sem parar, dentro daquelas camisas coloridas onde cabem muitos dele.

Na Band, o Silvio Luiz continua lá. Chega um pouquinho antes das 12h, é o mesmo de antes da parabólica. Mas nos intervalos do Esporte Total, perdi de uma vez por todas as ofertas do Hipermufato, as chamadas do Carlos Camargo (“Existem três versões: a da vítima, a do bandido...e a verdadeira. Programa Carlos Camargo!”).

Estou falando dos outros canais na hora do almoço porque, na Globo, a parabólica me proibiu os telejornais e afins. Certamente quer me ver mais feliz e eu fico aqui, reclamando. Agora, nada de PRTV, nada de SPTV, nada de nada! Matéria minha no jornal? Não interessa...esquece!!

Desenho animado. Só desenho animado. Aliás, três desenhos. Iguais. Umas caras quadradas com vozes metálicas. Parece que nasceram das parabólicas. Não sei se o Yuge já viu, mas eu não gostei não!!

Depois disso, vem o Globo Esporte. De São Paulo. Mas não é da capital, não!! Globo Esporte de Jundiaí. É, cada grande cidade paulista tem seu Globo Esporte. Eu vejo o de Jundiaí. O judoca de Jundiaí, o velocista de Jundiaí, o Etti de Jundiaí...

À tarde, não encontro mais a Cloara na Band, a Mafalda batendo papo furado com o Miguita na CNT. Com os dois, também sumiram os que vinham um pouco antes. Moisés Leônidas, o Ulisses Sabino, o Sidnei Souza, o Coutinho, o Cabral e seus convidados. É fade...fade...fade...e comercial do governo de Goiás

É...a parabólica mudou a minha programação televisiva. Só as novelas e os telejornais em rede nacional continuam os mesmos. Não sei se compro uma anteninha interna no Camelódromo, se instalo a NET ou...se deixo tudo como está. E chamo o cara da antena e digo: VALEU CARA!!!

Enquanto não decido, a conta na Delta Vídeo tá só que aumenta!!
Flávia, vou pagar no cartão, tá? O Grota já devolveu Depois de Horas?












Os Tipos sabem o que eu não sei!!

July 06, 2004
Novos posts do Galão são frequentes e viscerais. Novos posts do Zero são engraçados e geniais.

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Reli as crônicas do Tanga no site do Sercomtel. O Tanga precisa ser adotado pelas escolas de todo o mundo. A cabeça do Tanga é grande. Ainda bem...

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Acabo de ler uma poesia do Lucio Flávio. “A Evolução é mais importante que o Tempo”. Importante mesmo é não deixar de ler. Evoluir é tomar cerveja com o Lucio.

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Não sei muito bem usar ponto e vírgula; o Briguet sabe. Aliás, o Briguet sabe sobre todos os temas. Não conhecer Briguet é um temor.

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Sensacional é Igor Raduy. Sensacional é o olhar que ele tem sobre as coisas. Sensacional é enxergar além do óbvio.

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Gabriela Canale escreve coloridamente. E quando chega no Bar Brasil, abre um sorriso que é um verdadeiro golpe de estado. Com todas as tintas.

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Rodrigo Grota acaba de filmar Londrina. Se quiser, pode escrever sobre todas as cidades.

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Ranulfo Pedreiro não é um Tipo. Mas é do tipo que chora quando ri. Já repararam? O Preto é tudo, e tenho dito!!

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É preciso dizer que Claudio Yuge é uma grande figura. Um super-heroi que hoje não está na página de quadrinhos, mas na de Esportes da Folha.

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Comecei pensando em escrever nada. Agora não sei ao certo como terminar. Vou tentar um ponto final.